 |
|
 |
MEDICINA SEM MÉDICOS?
Por: Vivian Collazo Montano
A população mundial cresce mais não o número de trabalhadores sanitários, pois tem-se detido ou falta nos sitios onde mais se precisam, um problema que obstrui e limita a posta em marcha de acções essenciais para a saúde.
A vacinacão na população infantil, segurança na gravidez e o parto, acesso a tratamentos para VIH-SIDA, malária e tubersulose, são acções muito afectadas pela falta de peritos.
Essa falta de pessoal junto as deficiências no treino e preparação, constitui um obstáculo e impede que os sistemas sanitários respondam com eficácia ao diagnóstico e tratamento de doenças crónicas, tais como a influenza aviária e outros desafios.
Embora a África subsariana seja a região mais debilitada, com apenas tres por cento de trabalhadores qualificados no ramo da saúde, a situação é muito dificil no resto do mundo pobre, e até com diferentes niveis e matizes este fenómeno dana todas as sociedades desenvolvidas.
Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a grande crise que enfrenta o planeta justificou a eleição deste tema para dar conteúdo ao Dia Mundial da Saúde, que tem lugar o dia 7 de abril de cada ano a partir de 1950, ao qual a região das Américas dedica uma semana, onde se tem celebrado numerosas actividades comemorativas.
Nesse contexto, Charles Goduc, chefe da Unidade de recursos Humanos do Escritório Pan-americano da Saúde, afirmou que actualmente aos problemas de competência dos profissionais somam-se preocupações pela sua motivação e desempenho, com as suas condiçõoes de trabalho e a qualidade da atenção às populções que atendem.
Muitas vezes nas instituições responsaveis pela saúde pública enunciamos grandes políticas e programas, mas nos temos esquecido da formação integral das pessoas encarregadas da sua execução, destacou Godue.
Hoje isto reclama uma maior dinámica de diálogo e concertação entre todos os envolvidos e sectores destacados, afirmou o funcionário.
No seu relatório “A saúde no mundo 2006”, a OMS sustenta que, dos 35 países que fazem parte do continente americano, o Haití, as Honduras, a Nicarágua, o Perú, e El Salvador, precisam de cerca de 30 mil profissionais do sector.
Também afirma que enquanto nos Estados Unidos o número de pessoass dedicadas à saúde ascende a 24,76 em cada mil habitantes, número ainda não suficiente, na Bolivia e o Paraguai é de 1,14 e 1,15 respectivamente.
O documento assinala que o pais da região com maior número de médicos é Cuba, com 5,91 em cada mil habitantes, seguido pelo Uruguai (3,65), a Argentina (3,01), o México (1,98), a Venezuela (1,94) e a República Dominicana (1,88).
Por outro lado na Guatemala só há 0,9 médicos em cada mil habitantes, na Jamaica 0,85, nas Honduras 0,57, na Nicarágua 0,37 e no Haití 0,25.
Muitos dizem que a medicina é uma profissão muito difícil, não muito bem paga e pouco reconhecida, outros consideram que os profissionais do ramo são simplesmente os hérois de todos os dias, os cuidadores da sociedade.. Para aqueles que exercem com amor e valentía este é o mais belo dos trabalhos.
Precisa-se então de movimentar vontades políticas, recursos financeiros e representantes institucionais e assim contribuir para o incremento dessa força laboral, e para serem atingidos os objectivos do Milénio e o acesso universal à assistência médica para todos no ano 2015.
AMP
|
|
|
|
|
|
|
|