ONU – 2006: OBSTÁCULOS PARA OBJECTIVOS DO MILÉNIO Por: Ilsa Rodríguez* Nações Unidas– Um grande número de elementos afastam hoje a possibilidade de numerosos países alcançarem em 2015 os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), o qual dependerá de uma maior ajuda, redução das dívidas e abertura dos mercados para os seus produtos. Avaliações do Banco Mundial assinalam que pelo menos se necessitará de uma assistência adicional anual de 40 ou 70 biliões de dólares para que a maioria dos Estados subdesenvolvidos atinjam essas metas, que visam a eliminação da pobreza extrema, entre outros. Os ODM, acordados durante a Cimeira da ONU do ano 2000 são oito, estando entre os primeiros: reduzir metade do número de pessoas que sofrem da pobreza extrema, educação primária universal e a eliminação da desigualdade de género. Estão também entre as metas a redução em dois terços da mortalidade infantil em meninos com menos de cinco anos, que no tempo actual é anualmente de 11 milhões, e diminuir em dois terços o número de mães que morrem durante a gravidez e no parto devido à pobreza. Outros objectivos para o 2015 são a detenção do espalhamento do VIH-SIDA e da incidência da malária e outras doenças como a tuberculose e a preservação do meio ambiente através do desenvolvimento sustentável. O último dos objectivo: a Associação Global para o Desenvolvimento, pretende a relização de uma série de passos necessários para que os outros ODM possam ser atingidos. Entre eles estão: dar resporta às necesidades especiais dos países menos desenvolvidos, daqueles que não tem saída ao mar e das pequenas ilhas, e enfrentar de forma geral os problemas da dívida externa dos Estados subdesenvolvidos. Estão também incluidos nessa relação a cooperação com essas nações para a execução das estratégias que levem à criação de trabalhos decorosos e produtivos para os jovens e permitir o acesso a medicamentos baratos. Pretende-se ainda que os países subdesenvolvidos possam desfrutar dos beneficios das novas tecnologias, nomeadamente as de informação e comunicações. Realidades actuais Um dos problemas mais generalizado enquanto aos Objectivos de Desenvolvimento é sobre os avanços atingidos até ao momento, pois são desiguais nas diferentes regiões e até dentro de um mesmo país. Um exemplo disto está na pobreza extrema, nas nações subdesenvolvidas desceu de 28 por cento em 1990 aos 19 por cento em 2002 e a sua população aumentou em 20 por cento, o qual resulta que um bilião de pessoas sofrem desta calamidade. Os trabalhos para que seja conseguida a proporção de metade dos pobres em 2015 expressam que se ainda forem mantidos os crescimentos económicos, mais de 600 milhões de pessoas estariam apanhados pela pobreza. A maioria deles estariam na África Subsariana e Asia meridional. Enquanto à educação primária universal, um recente relatório da organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) revelou que ainda 77 milhões de crinaças não assistem às aulas de nivel primário. A falta de professores no futuro imediato, só na África Subsariana se necessitarão de 2,4 a quatro milhões de docentes nos próximos anos, isto dá ideia do complicado que vai ser conseguir esse objectivo de educação para todos. Mas também esses prognósticos provocam grande preocupação, pois a educação é a base de todas as sociedades, portanto, o melhoramento da saúde, o uso de novas tecnologias e a propagação do conhecimento. Um outro ponto a destacar é a lenta marcha no caminho para a igualdade de género, uma conquista que segundo peritos poderia provocar a diminuição da mortalidade infantil e o melhoramento das perspectivas de saúde e educação das futuras gerações. Também outra batalha da humanidade está contra das doenças que podem ser prevenidas e curaveis, que provocam diariamente 11 mil mortes nas crianças devido às diarreias, infecções respiratorias, malária e sarampo. Mais de 90 por cento dos 300 a 500 milhões de casos de malárias registados ao ano, tem lugar em África, portanto, a Orgnização Mundial da Saúde aumentou a sua atenção aos mais pequenos com terapias combinadas que estão a dar bons resultados. Junta-se a estas a epidemia da SIDA, que já aumentou as taxas de mortalidade infantil, nomeadamente em África ao Sul do Sara. Dados da ONU indicam que só 35 países tem conseguido suficientes progessos para reduzir um terço da mortalidade infantil de menores de cinco anos. De modo particular África, não tem conseguido melhoras em quanto as expectativas de vida e a SIDA tem deixado a milhões de meninos órfãos, sem levar en conta o impacto na população activa e no sector da educação; 60 por cento dos portadores do VIH-SIDA moram em África. Entre as regiões do mundo com maiores possibilidades para a obtenção dos ODM os peritos colocam à América Latina e o Caribe, onde existe a maiores receitas por pessoa e a maior expectativa de vida no Terceiro Mundo. Neste sentido assinalam que a maioria das nações dessa região já chegaram ou estão a ponto de chegar á igualdade de género, ao acesso à educação e a quinta parte delas trabalham para conseguir a redução da mortalidade infantil. Contudo, a pretensão da América Latina no Caribe de diminuir a mortalidade materna é considerda muito dificil, pois a região ainda não é capaz de poder reduzir metade dos niveis de pobreza. *A autora é correspondente de Prensa Latina nas Nações Unidas. AMP